No início era o verbo

Dando a largada na série “recordar é viver”, segue textinho que escrevi nas ‘férias’ de janeiro deste 2014. Ele estava aqui nesse blog e no grupo do FB como nossa apresentação. Mas já faz algum tempo que, felizmente, ele não nos apresenta mais (sinal de que o barro continua molhado!).

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De outubro a dezembro de 2013, um grupo de cerca de 15 famílias e cinco educadores se encontrou três vezes por semana e em alguns domingos.

Esses encontros foram resultado do sonho de algumas pessoas que se conheceram no Mamusca, em agosto do ano passado, e que tinham em comum o desejo de co-construir um outro paradigma de educação.

Educação ativa, livre, viva; unschooling, desescolarização; comunicação não-violenta; Ana Thomaz, Margarita Valencia, John Holt, Maturana, José Pacheco. São alguns conceitos e vozes que se ouviram nesses encontros.

Lemos bastante, fizemos vivências e oficinas, mas desde o início a proposta era ir para a prática: observar as crianças, se observar e ir amassando o barro molhado dessa rede-grupo-equipe que ainda não tem nome.

Terminamos este primeiro período-teste celebrando as muitas perguntas e ao menos uma grande certeza: quem tem mais a (des)aprender nesse processo somos nós, os adultos. Este pretende ser um campo seguro para isso.

No dia 3 de fevereiro, retomamos os encontros. Nesse próximo período-teste, que vai até junho, estaremos todas as segundas e terças na Praça Gastão Vidigal.

Quando estivermos reunidos, a intenção é interferir o menos possível, abrindo espaço para que a essência de cada criança floresça. Como fazemos isso? Essa é a pergunta geradora da nossa pesquisa diária.

Uma descoberta desses primeiros meses foi que não faz sentido falar de mudança de paradigma na educação sem mudar a relação com o dinheiro.

É por isso que, para participar, não há um preço, uma mensalidade ou qualquer coisa do gênero. Isso não significa que o projeto seja gratuito. Para sustentar a vida das pessoas que amassam esse barro e pagar os custos para que os encontros aconteçam, temos uma meta financeira a alcançar, que será divulgada periodicamente.

Funcionamos em co-responsabilidade financeira: contribuição voluntária, distribuição negociada de recursos.

A frequência aos encontros não está linearmente relacionada à contribuição financeira e vice-versa. É possível contribuir e não frequentar fisicamente ou frequentar muito pouco.

Crianças de todas as idades são bem-vindas, de 0 a 100 anos

 

 

 

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