Querido Barro,

(Reflexão da Adelita depois da nossa experiência com o Grupo Órion)

querido barro, estou aqui escrevendo inclusive pra me fazer entender também de tudo aquilo que ouvi/senti pós-experiência com o grupo órion
o que me fica forte é:
a base da educação ativa é o amor e respeito. amar significa a aceitação completa do outro, assim como ele é. se eu amo, eu o aceito por inteiro. e respeito seu tempo, suas vontades, suas máximas e mínimas.
tudo o que vem depois, está ligado a essas duas palavras chaves : amor e respeito.
se eu aceito o outro, o outro é livre.
e ser livre é
ter autonomia
para ser quem é na sua máxima potência
para escolher suas brincadeiras, seu tempo de se movimentar, de engatinhar, andar, comer, estar com quem gosta, fazer o que gosta, chorar quando é necessário
amar é acolher
o choro
a frustração
as dores
é aceitar,
amar é
estar presente sem julgamentos e expectativas
amar é
dar limites (com amor)
é dizer não quando necessário
e acolher o choro que vem da frustração do não.
“eu estou aqui”. “pode chorar, eu estou aqui”.
para os limites com amor, as regras devem ser claras.
“aqui nós respeitamos quem estava brincando primeiro”. ” aqui nós não puxamos brinquedos da mão do outro”. “aqui na casa do vovô nós não rabiscamos as paredes”.
e para a criança não ouvir tantos nãos,
como isso se dá na prática?
: fala-se muito da importância do ambiente preparado
– ambientes preparados: ambientes relaxados, livres de perigos ativos.
isso requer um preparo de ambiente (materiais sensoriais, ambiente aconchegante para o bb se movimentar livremente, água e frutas ao alcance para quando tiver fome, etc) e um preparo de energia. para mim o que fica forte é que de nada adianta um ambiente preparado se um adulto não está relaxado. ou seja, o ambiente preparado é bem complexo. requer dedicação, preparo físico, mental e eu diria, inclusive espiritual. é um desafio e tanto, mas não imagino algo diferente disso para que a base do amor e respeito, e a autonomia da criança seja vivida na sua máxima.
um momento de conexão verdadeira com o seu filho, emana uma energia que persiste no ambiente por um bom tempo. isso faz com que a demanda seja mais leve, te libertando para os afazeres, combinado com um ambiente preparado onde a criança possa explorar suas capacidades e que deixe essa conexão se estender, permitindo a sua segurança, bem estar, sabendo que é amada e respeitada.
o que me ficou forte também é a radicalidade e profundidade que eles embarcam nessa qualidade de amor e repeito. requer dedicação, paciência, entrega, quebra de paradigmas, estar no mundo de outra forma. eu nem posso imaginar a recompensa disso tudo.
estou bem impactada. os caras tem uma vivência de 27 anos desses conceitos que escutamos em vários lugares, sendo realizado no dia a dia, na prática, saindo da cabeça e descendo pro corpo, pro coração.
é possível.

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