Arquivo mensal: dezembro 2014

A não-coisa mais mágica do mundo

O formato dos workshops com o Dominic são tão transformadores quanto o conteúdo em si. Ele começou o último que eu participei falando que todos os acordos eram negociáveis ali. Que o desafio de um curso como esse é não cristalizar papéis (professor x aluno, palestrante x plateia) ao mesmo tempo em que possa existir uma linha de apoio para aquela experiência. Um encontro vivo, mas não à deriva.

Onde está Dominic. A maneira de dar o curso já é um curso em si.

Onde está Dominic. A maneira de dar o curso já é um curso em si.

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Quem é vc Barro Molhado? – Parte 3

Com o engavetamento temporário da pergunta “O QUE É O BARRO” por aqui, eis que surge outra em seu lugar – até por que dizem que o universo não tolera vácuos e o fato é que a gente adora uma pergunta. “QUEM É O BARRO” está caindo melhor nesse momento, então mais para levantar outras perguntas do que para responder essa daí, começamos a tentar desvendar quem são esses ninjas levemente desmiolados que acham que podem mudar o mundo assim de uma hora para a outra. Essa é a terceira leva. Semana que vem tem mais.

1 – Afinal, não era muito mais fácil colocar as crianças na creche do bairro (se vc tem filhos) ou continuar trabalhando apenas em instituições de ensino (se vc não os tem)? Como foi que vc se meteu nessa?

Maria Barretto – Acho que tudo começou quando, em 2007, eu participei do processo de criação de uma consultoria chamada CoCriar. Um dos nossos trabalhos era criar e possibilitar espaços de diálogos para que as pessoas pudessem ser empoderadas e autônomas, sempre com respeito. Quando engravidei, logo de cara tudo que era mais comum no meu meio não fazia sentido, e fui atrás de outras possibilidades. Surgiram pessoas muito importantes que contribuíram para este caminho que a gente vem traçando até hoje. Conheci o GAMA, a Andrea Campos. Em Piracanga, soube do trabalho da parteira Jessica, com quem fiz aulas de Yoga e foi alguém que me ajudou muito a criar uma conexão fortíssima com a minha primeira filha. Foi a partir desta conexão, com minha filha e comigo mesma, que fui tomando decisões. Como mais um presente do Universo, reencontrei a Patrícia Sogayar, que estava organizando um projeto chamado Famílias Educadoras e iria trazer o pessoal da Pestalozzi, junto com a Ana Thomaz e o Dominic Barter, da Comunicação Não-Violenta, para alguns encontros e nós fizemos parte disso. Mais e mais fomos mergulhando neste caminho de respeito e amor no desenvolvimento do ser humano, tanto dos meus filhos, como o meu próprio. Então, em agosto do ano passado, quando nosso segundo filho já tinha poucos meses, e o projeto do Famílias Educadoras tinha se dissolvido um pouco em diversos braços, fui ao Mamusca e reencontrei a Elisa Roorda, que conectou esse grupo inicial que acabou formando o que hoje chamamos de Barro Molhado.

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