Quem é você, Barro Molhado? – Parte 4

E quem diria? Acabamos de atravessar nosso segundo réveillon. Agora aqui é assim: entra ano, sai ano e o Barro continua sendo. O QUE, a gente não sabe muito bem. Fiquemos então com mais alguns QUENS, na sequência dessa série que já apresentou outras 13 entrevistas no afã de desvendar alguns dos protagonistas dessa história felizmente fadada a não ter fim.

1 – Afinal, não era muito mais fácil colocar as crianças na creche do bairro (se vc tem filhos) ou continuar trabalhando apenas em instituições de ensino (se vc não os tem)? Como foi que vc se meteu nessa?

Fernanda Giorgi Barsotti – Vários acontecimentos da minha vida foram me mostrando o quanto eu estava afastada de mim mesma, preocupada com o outros. Fui percebendo que esse afastamento estava relacionado com a educação que tive, do fora para dentro, do agradar para ser aceita, do corresponder ao que esperavam de mim. Eu, como educadora, comecei a rever o meu paradigma de educação e percebi que tenho muito mais para aprender com as crianças do que elas comigo, que os adultos precisam fazer um trabalho interno grande para se desencaixotarem e tomarem o caminho de volta para “casa”. Por isso estou no Barro, lá posso desaprender com as crianças e na relação com os adultos, estão todos trabalhando para isso.

Fernanda: educadora em (des)formação.

Fernanda: educadora em (des)formação. (foto: Tati Weller)

Anahí Santos – A maternidade abriu em mim umas portas para paisagens das mais radicais no contato com o cotidiano. Sempre pensei que se era pra ter um filho que fosse para criá-lo. O que não sabia era que seria tão intensa, desafiadora, complexa, rica e mágica a minha vivência com o meu filho. Saindo do genérico, me vi com um milagre nos braços. Um milagre da vida e um milagre do amor. Toda a minha energia, todo meu tempo e pensamento se voltaram para aquele serzinho. E então me perdi de mim mesma. Pra me reencontrar fui atrás de outras pessoas que vivessem a maternidade com uma sintonia: com entrega e questionamento. Até que encontrei essas pessoas do Barro, que me trazem uma referência quase utópica de relação com a infância e com a educação. Fiquei feliz em conhecer essa utopia, que me ajuda a me abrir para reconhecer e viver a minha própria utopia, que recrio a cada dia. Sempre quis fugir da escola e viver de poesia. Mergulhei na educação ativa e me apaixonei por ela. Sempre quis reinventar o mundo. E daí caí nessa: esse buraco sem fundo. (Agora o trabalho é todo segundo). Continuo sem certezas nem resoluções operacionais, mas feliz com a interlocução e a experiência compartilhada.

Marina Bitelman – Era bem mais fácil! Abriu uma escola Waldorf bem especial a duas quadras de casa ao mesmo tempo em que o Barro estava começando. Teve uma hora em que tive que escolher, pois os dois eram de tarde, e meu coração bateu pelo Barro! Eu estava amando essa construção colaborativa, esse auto-educar-se continuamente, a certeza de que não há muitas certezas nesse caminho. Tudo isso está me ajudando a reconhecer melhor a minha potência, o que eu quero e posso fazer a cada momento com o meu filho, e também sozinha. Muito rica essa vivência-experiência. Amo!

Marcela Peters – O nascimento do Miguel, meu primeiro filho (que hoje tem 3 anos), acabou abrindo portas para um mundo novo: a maternidade. Desde a escolha do parto fui me relacionando com pessoas que estavam nesse meio – parto humanizado, maternidade ativa, são algumas formas de nomear esses movimentos. Daí para pensar sobre educação é um pulo. Educação, escola, saúde, já eram temas presentes na vida profissional e então essas duas dimensões se encontraram. Eu estava querendo romper com formas automatizadas, estratificadas, individualizantes, etc. de viver e pensando em como criar os filhos dentro desse processo. Quando o Mig tinha uns 6 meses participei de um grupo/curso chamado Famílias Educadoras, e tive contato com muita gente que estava buscando coisas semelhantes. Um pouco depois entrei no mestrado, cujo tema era exatamente pensar sobre maneiras de educar e a relação com processos de subjetivação e singularização. No Barro mesmo, eu cheguei mais tarde, mas muita gente com quem eu andava tendo contato estava por lá. Nesse percurso, tem ficado cada vez mais claro pra mim que os questionamentos relativos à educação ultrapassam a questão colocar o filho numa instituição ou educar sem escola; vivemos num mundo em que aprendemos a viver, pensar e agir em relações assujeitadas, permeadas pela desigualdade social, pelo rebaixamento do outro, por preconceitos, autoritarismos, inúmeras formas de violência. As formas de educar estão imersas nessa cultura e carregam suas problemáticas. É claro que a escola ocupa um lugar de privilégio nesse sentido, pois ela é a instituição que tem por função fazer essa dobra entre o mundo e aqueles que a ele chegam (as crianças); na escola os problemas de educar numa sociedade desigual, capitalista, individualista se intensificam. Enfim, o Miguel hoje frequenta a creche da USP – ou seja, está dentro do sistema tradicional de ensino – mas é uma creche que de antiquada só tem o nome. Mas o que importa não é ele estar (ou não) na creche – é esse coletivo que o Barro produz, que é estar junto, pensar junto e criar, junto, condições educar os filhos. Juntos vamos rompendo com vários aspectos do sistema escolar e do senso comum aparentemente inquestionáveis e tão presentes nas formas de se relacionar com as crianças e de conceber a relação entre elas.

2 – Além de educação para os filhos, a verdade é que as escolas tb oferecem tempo para os pais. Modelos alternativos de educação contemplam tb essa segunda necessidade? Em bom português: como vc faz?! (Se vc não tem filhos, fique à vontade para elocubrar)

Fernanda – Com certeza é uma decisão bastante corajosa! Não é o caminho mais fácil porque não é o caminho da repetição, é o caminho da criação. Não tem receita, não tem melhor nem pior, não tem garantia e nem sequer alguém para quem reclamar se não der certo. É o caminho da responsabilidade, da conexão, do movimento, da vida. Cada família vai encontrando o seu jeito de estar no paradigma da vida.

Anahí – Eu me viro. Pelo avesso. (Não recomendo). Essa é A questão que pra mim ainda não tem solução e que me leva a questionar a utopia e me recriar em realidade e desejos. Algumas coisas pesam nesse sentido, numa equação cheia de sutilezas: o dinheiro-investimento, o trabalho necessário para levantar esse recurso X o quanto de tempo eu preciso sem meu filho = efeito exponencial bola de neve, o deslocamento  (e o trânsito) na cidade, o que eu prezo em termos de educação, as relações-afinidades-trocas. Iberê está com 2 anos e até agora busquei grupos, pessoas e projetos fora da escola que foram fonte de reflexão e inspiração, estudei educação ativa, conversei com muitas mães e alguns pais, e acabei por iniciar, junto com uma turminha boa, uma experiência comunitária de criação compartilhada, que nesse novo ano pretende ganhar corpo-espaço e vamos ver o que vira. Quero muito que dê conta, por hora, de ampliar os territórios necessários: com os pequenos em crescimento, com os adultos em mutação e com os pais (sobretudo mães) que precisam de tempo sem os filhotes, pra investir em si, no trabalho e em outras áreas da vida. Tudo sendo reinventado: mundo novo que se abre cheio do imponderável. Vivo cada dia dessa fase longa, árdua e linda. (Essa fase de ter um bebê-maravilha e estar o tempo inteiro com ele: quando cada dia é uma vida, sem trégua.) Não sei o que nos espera. Mistério pleno nesse momento em que nem sequer sei se será possível continuar vivendo na seca da cidade de São Paulo.

Marina – No nosso caso a gente sempre teve apoio de alguma funcionária com a casa. Quando estávamos morando em SP e frequentando o Barro, a Márcia dava o maior apoio quando a reunião do Barro era em casa, quer arrumando a casa antes e depois, quer fazendo a deliciosa sopa de legumes para a janta pós encontro do Barro. Aqui na Bahia temos uma pessoa que nos ajuda em casa e ela eventualmente fica com o Dani quando eu tenho algum compromisso, mas aqui eu tenho ficado mais tempo com ele. Fazemos as compras juntos, vamos às hortas, vamos à praia, estou trabalhando menos – por enquanto – e curtindo o dia com ele. Conto com a rede de amigas com filhos quando tenho um compromisso e conto com a ajuda da minha funcionária para eu fazer aula de dança e de capoeira. Meu marido também tem a maior disponibilidade aqui para cuidar do nosso filho atualmente. Ele também fez a formação da Margarita de Educação Ativa e tem se dedicado com mais presença ao nosso filho.

Marcela – No momento, pra mim, essa é uma questão crucial: preciso trabalhar, preciso escrever e não dá para fazer isso com uma criança pequena junto. Teve uma época que eu ficava com o Miguel o dia todo. Numa outra fase, eu e meu marido Edu revezávamos, mas eu ficava mais com o Mig por diversos motivos. Mas trabalhar era um questão urgente. Pouca grana, quase nenhuma ajuda e a creche apareceu como uma opção – que no início eu rejeitei bravamente. Uma hora me rendi e com o tempo percebi o quanto ela era potente. Hoje percebo que várias coisas que busco inclusive dentro do Barro, na creche da USP estão presentes… é claro que ela é um ponto fora da curva, mas de fato existem alguns pontos fora da curva nas instituições educacionais. Não acho que todas as pessoas precisam necessariamente de tempo sem os filhos, mas pra mim, pro meu trabalho, esse tempo é precioso. Tenho pensado que estar com os filhos, principalmente pequenos, precisa ser mais do que estar no mesmo lugar, precisa de qualidade. Enquanto eu trabalho não consigo oferecer essa qualidade para as crianças, daí outra pessoa que tenha a disponibilidade de estar junto com qualidade. A confiança é indispensável nesse processo – e aí acho que o Barro materializa isso com excelência: na intimidade do grupo, pais e educadores criando junto, nas minúcias do cotidiano. O Barro hoje não atende minhas necessidades do quesito “deixar”, mas tenho conseguido participar junto, e agora com duas crianças, tudo mais complexo, estar junto se tornou também uma necessidade.

Marcela:

Marcela: com os filhos de uma maneira que é muito mais do que apenas estar no mesmo lugar que eles.

3 – Se vc reencontrasse hoje seu melhor amigo depois de cinco anos sem saberem um do outro, ele se surpreenderia com a vida que vc leva ou tudo vem fazendo sentido há algum tempo?

Fernanda – Acho que os amigos do colégio que não tenho mais contato e os da faculdade de Psicologia se surpreenderiam sim. Nesses momentos da minha vida eu ainda era muito dentro da caixinha, previsível, certinha, medrosa, convencional. Fui mudando lentamente, os amigos da faculdade de Pedagogia já não se surpreenderiam… Estou cada vez mais fora da caixinha, uhuuuu! Busco minha verdade, meu caminho, é um longo percurso.

Anahí – Tudo faz sentido. Mas ainda preciso organizar e realizar melhor os meus sentidos. Explico: minha atuação na vida nunca foi à toa. Persigo sentidos no que faço, e encontrei alguns importantes para minha existência. Mas sempre sinto que preciso vivê-los mais e melhor. E na maternidade com entrega absoluta como venho exercendo, não consigo dar conta de mim. De todo modo sim, faz sentido todo o questionamento e a recriação absoluta da realidade convencionada. Isso sou eu.

Marina – Muita coisa mudou na minha vida, mudanças profissionais, de estilo de vida, menos gastos fora de casa, nós estamos fazendo mais coisas com as próprias mãos e a criatividade, com menos terceirização dos serviços domésticos e cuidando mais do nosso filho, curtindo ele e com ele. As escolhas de educação do nosso filho certamente surpreenderiam alguém próximo que eu não tivesse encontrado nos últimos 5 anos. A cada ano sinto que eu “saio mais da caixinha” e descubro formas de viver a vida que fazem mais sentido para mim e minha família.

Marcela – Acho que não, essa história de questionar eu carrego há algum tempo. Na faculdade e nas experiências de campo das quais participei, os questionamentos foram amadurecendo. E hoje tudo isso tem tomado essa forma singular em relação à educação e a criação dos filhos. Mas a pergunta me lembrou que até o terceiro colegial eu amei a escola, gostava de todas as disciplinas, era uma aluna exemplar. Eu mentia para minha mãe que não estava doente, pq eu não queria faltar na aula. Teve uma ruptura em algum momento – que eu não sei situar muito bem – em que eu comecei a perceber que não era bem assim, que a escola era conteudista, que nem tudo aquilo era necessário, que as formas de ensinar não davam conta de acessar todos os alunos, que no decorrer desse processo maneiras de viver eram reprimidas, constrangidas, submetidas, violentadas.

4 – O que te dá tesão nessa vida?

Fernanda – Estar com as crianças, me sentir em movimento, cair e levantar, aprender sobre mim mesma, trabalhar com as mãos, viajar, estar na natureza, namorar, cuidar, estar com pessoas queridas, me sentir cuidada e amada, uma boa arte – seja ela qual for: show, teatro, poesia, tela, instalação, dança, escultura…. coisas que me sensibilizam e me tiram da inércia. Entenderam porque eu gosto do Barro?

Anahí – Criar. Sobretudo. Poesia: em suas múltiplas formas e intensidades. Estado de presença. Movimento. Inteligência. Criatividade. Sentir o vento. Deitar na pedra. Deitar no chão. Quantas formas tem o tesão? Inventar danças e descobrir estados do corpo, escrever, teatro total, música radical, prosa poética, cantar, sambar, criar-combinar palavras, gestos, cores, texturas, imagens, formas… Ver a paisagem, ver o rio, ver a mata, ver o mar… Organizar as idéias, organizar o espaço, receber os amigos, abrir diálogos,  ouvir as histórias das pessoas, aprofundar relações… E a mais nova e mais frequente hoje em dia: observar o meu filhote descobrindo o mundo e se descobrindo no mundo. Quantas formas tem o tesão? Essa lista não tem fim. E mexe muito comigo acordar tantos prazeres, alguns um tanto remotos.

Anahí: acordando prazeres remotos em prosa poética

Anahí: acordando prazeres remotos em prosa poética

Marina – Estar junto com pessoas bacanas construindo relações significativas, de confiança, em que podemos nos desenvolver como pessoas, olhar para nossa vulnerabilidade, acolher nossas fragilidades, nos apoiar mutuamente, brincar juntos, dançar, cantar, cozinhar e comer juntos, viajar. Aprofundar a amizade.

Marcela – Tudo. Viver. Curtir os filhos. Pensar sobre as coisas. Criar. Provocar mudanças.

5 – Peixes nadam, pássaros voam e as crianças aprendem. Ok. E vc? Aprendeu alguma coisa com o Barro?

Fernanda – Ulalá!!! Aprendi mais de mim, da riqueza das relações, do silêncio, da potência, da expressão da minha verdade, acolhimento, não julgamento, de reconhecer as próprias fraquezas, de olhar para o que temos no presente, sobre espaços preparados, Montessori, vida prática, ocupação de espaços públicos… só para citar algumas… rs.

Anahí – Uma postura de escuta-presente com as crianças. Aprendi que dá pra gente (con)viver e aprender mais com o silêncio com as crianças. E vejo que isso dá pra ser aproveitado com gente grande também.

Marina – Muita coisa! Sobre mim mesma, antes de tudo. Que não tenho tantas certezas e que está tudo certo ser assim. Que se estamos presentes, o que precisa ser feito se apresenta, nós sabemos e sentimos o que a criança está precisando. Que não tem jeito certo de fazer as coisas sempre, que é possível lidar com um conflito entre duas crianças de mil maneiras, sendo a primeira delas a não intervenção. Pelo Barro entrei em contato com conceitos novos de gestão – ou melhor, de não gestão – de formas novas de lidar com dinheiro, de como preparar ambientes e a gente mesmo para estar com as crianças, como cada um tem um jeito, um interesse, e está tudo certo. Aprofundei também prática de comunicação não-violenta. Tanta coisa! Tudo isso sem a institucionalização que eu conhecia e vivenciava na minha vida toda, e que eu não percebia mas era pesada, demandava tempo e me cansava. E eu achava que era a única maneira de fazer as coisas: estruturar cada vez melhor, formalizar processos, designar tarefas e papéis, responsáveis e tal. E eu achava também que todo um coletivo deveria tomar as decisões mais importantes todos juntos, para ser democrático e participativo. E de repente descubro que não tem de ser assim! Baita revolução na minha vida. Estou cada vez aprendendo mais e praticando formas mais potentes e condizentes com o meu dia presente.

Marcela – Aprendi muito. Ainda tô aprendendo. Aprendi que viver junto, criar junto é difícil… e é uma delícia. É dificil porque estar num coletivo não significa pensar igual ou fazer igual, nem é pra significar isso. Estar num coletivo é lidar com a diferença o tempo todo, é se desafiar pra compor com o outro. E dá trabalho. E é mágico. Eu acabei de passar por um momento mais reservado, filha que acabou de nascer, a gente fica um pouco mais voltada pro ninho… e nesse tempo os espaçados encontros que foram rolando com o pessoal do Barro foram alimentando tudo aquilo que já estava em processo… um misto de “me deixa no meu canto” com “não dá pra não fazer parte disso”, porque fazer parte disso é muito forte… nutre a gente, nos dá forças pra continuar na jornada, pra se desafiar mais na criação dos filhos, pra mergulhar nos questionamentos e na criação de possíveis.

6 – Se o universo conspirar a seu favor, como estará o Barro daqui a dois anos?

Fernanda – Meu maior exercício agora está sendo reconhecer o presente, olhar para o que temos e refletir sobre o que posso fazer para o Barro hoje. O foco é não pensar no que será daqui a dois anos.

Anahí – Eu sou da turma que sonha com a Casa-Barro. Espaço físico de confluências: estruturação da rede de apoio, aprofundamento dos ambientes preparados, ampliação dos processos de trocas de conhecimentos e experiências.

Marina – Estou vivendo por um período fora de São Paulo, que deve durar mais um ano e meio. Me afastar presencialmente do Barro foi uma das coisas mais sofridas da minha mudança. Se o universo conspirar a meu favor, o Barro existirá ainda daqui a 2 anos, e eu vou poder contribuir com esse coletivo e continuar aprendendo com ele, convivendo com pessoas especiais que estão se trabalhando, se conhecendo e reconhecendo. As crianças estarão construindo laços de amizade entre elas, os espaços frequentados estarão ganhando memórias, história, novos espaços estarão sendo ocupados, a cidade sendo visitada de novas maneiras. Quem sabe as crianças já estarão circulando para frequentar novos parques, museus, planetário, hortas e mercados de transporte público, a pé. Quanta coisa pode estar acontecendo daqui a 2 anos! Talvez novos coletivos irmãos do Barro existam e a gente possa se visitar, não só em São Paulo, mas em vários locais. Aqui perto de onde moro tem a nossa experiência no Quintal Mágico da Cynthia Carrion, tem a Aldeia, tem a escola Inkiri de Piracanga, quantas experiências interessantes também!

Marina: provisoriamente em posto avançado do Barro, na Bahia

Marina: provisoriamente em posto avançado do Barro, na Bahia

Marcela – Não faço a mínima idéia. Estão rolando várias iniciativas, provavelmente alguns subgrupos estarão mais fortalecidos, então essa coisa de atender a necessidade de tempo de pais sem filhos junto com a necessidade de uma educação que a gente acredita, acho que vai estar mais consistente. A única certeza que eu acho que tenho é que as pessoas que eu estou mais próxima agora vão ser importantes para o que quer que seja que aconteça daqui a dois anos… Mesmo se elas não fizerem parte do cotidiano depois, elas estão sendo nesse momento o motor desse turbilhão de sensações, desejos e práticas que estão acontecendo agora e que vão alimentar o que vai acontecer daqui em diante.

Edição: Ana Fialho e Angelo Mundy

Anúncios

Uma ideia sobre “Quem é você, Barro Molhado? – Parte 4

  1. Pingback: barro em movimento | Maternidade e Criação

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s