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Coruja Molhada – 23 de junho

Essa terça teve Barro nas Corujas? Teve sim, senhor!

A Fê conta pra gente como foi:

Essa terça a Praça estava realmente especial.

Vicente e eu preparamos alguns espaços sem ter ideia como seriam usados, como sempre…rs. Penduramos balanços feitos com tecidos nas árvores, esticamos uma malha bem baixinho, prendemos elásticos entre duas árvores e deixamos papelões disponíveis.

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Diz aí, Fê! – Coruja Molhada 16 de Junho

Toda terça-feira tem Barro na Praça das Corujas. E começando hoje, toda quinta vamos publicar um mini-relato da Fê Barsotti e algumas fotos dela e do Vicente do que rolou naquela semana.

Diz aí, Fê!

Dia 28 tem Festa Junina na Praça e temos aproveitado nossas terças para confeccionar algumas brincadeiras. Essa semana fizemos a Pescaria. Desenhamos e pintamos peixes, tubarões e baleias até que o universo marinho se ampliou e surgiram gatos, elefantes e até um homem praticando salto com varas. Colocamos ganchos nas varinhas e objetos a serem pescados.

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Uma grade não-escolar (e um adeus)

Frequentemente, quando começo a contar que participo de um grupo interessado na desescolarização ou na educação fora da escola, vem a frase: “ah, entendi, vc educa em casa!”. Porque o homeschooling é de fato um velho conhecido de muitos de nós. Vimos filmes americanos em que crianças eram alfabetizados em casa, no geral num contexto religioso, em que as famílias passavam longe da escola por temerem que ela oferecia possibilidades demais às crianças. Mas aqui estamos falando de um movimento oposto: não colocamos as crianças na escola, porque achamos que ela oferece possibilidades de menos. Enquanto no homeschooling tradicional americano, por exemplo, há o medo de que se as crianças investigarem demais esse papo de universo, estrelas e etc, elas podem custar a crer na repercussão intergaláctica da ingestão de uma maçã (e em cobras que falam), no unschooling, há a crença de que um quadro negro é um recurso muito limitado para quem quer mesmo embarcar numa jornada das estrelas.

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Registro do registro do Re

Leia o sonho do Re aqui

O sonho do Renato

Por Renato Stefani

Nesta semana, tive um sonho. Foi a primeira Reflexão sonhada.

Sonhei com caixas de memórias da minha infância. Nesse sonho, fui enviado a uma espécie de ruína da minha primeira casa, que se mantinha vazia dos móveis e pessoas que conhecia e se fazia lotada de caixas de lembranças. Brinquedos, fotos, histórias, manhãs de corrida, tardes deitadas sob o pé de laranja com o colchão papelão, o pano de prato sempre transformado em capa dos meus heróis e heroínas, o enfeite da porta da maternidade, o palhaço de encaixar, caixas, caixas de vestígios. Eram inúmeras partes de mim mesmo ali expostas, como se eu fosse o visitante da exposição do museu da minha própria existência.

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Como amassar um Barro

Depois de descobrir alguns quens do Barro, vamos a alguns comos. Ainda firmes na missão de jogar a pergunta “o que é o Barro” para debaixo do tapete, partamos para a bastante mais fácil partilha das iniciativas de algumas dessas pessoas que conhecemos melhor na série anterior.

Esse é um apanhado parcial e intransferível. Para informações mais confiáveis, investigue melhor com as partes envolvidas.

Reflexão sobre a prática Eis a barata do Barro. A única espécie sobrevivente do nosso paleolítico – no caso, o ano de 2013. Renato Stefani vem enfrentando bravamente os desafios de lidar com um bicho tão cheio de história para re-ressignificá-lo mais uma vez. É o encontro dos adultos, o cômodo da “casa barro” onde coletivamente voltamos o foco para nós e…, bem, refletimos sobre a prática! Nos primórdios, essa prática dizia respeito ao campo das crianças. Já que nos propúnhamos a criar algo inédito, no lugar de seguir qualquer pedagogia/ filosofia/ abordagem, era preciso falar disso que estávamos criando. Nesse espaço, pudemos fazer coisas incríveis como passar um par de horas dissecando as emoções e sentimentos que emergiram quando um adulto acompanhava uma criança no trepa-trepa. Dos pares de horas mais cheios de aprendizado coletivo já visto por aqui, diga-se.

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Mude o mundo, pergunte-me como

Ecologia, sociedade, espiritualidade. Passamos as últimas décadas tentando resolver essas crises isoladamente. Otto Scharmer, professor do MIT e autor da Teoria U, afirma que isso não vai nos levar a lugar nenhum. Mais do que isso, ele expõe com lucidez e clareza assustadoras que essas crises são apenas a ponta de um iceberg que, se não for abordado em toda sua profundidade e complexidade, não vai sumir sozinho. O trabalho dele pretende fazer isso.

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Quem é você, Barro Molhado? – Parte 4

E quem diria? Acabamos de atravessar nosso segundo réveillon. Agora aqui é assim: entra ano, sai ano e o Barro continua sendo. O QUE, a gente não sabe muito bem. Fiquemos então com mais alguns QUENS, na sequência dessa série que já apresentou outras 13 entrevistas no afã de desvendar alguns dos protagonistas dessa história felizmente fadada a não ter fim.

1 – Afinal, não era muito mais fácil colocar as crianças na creche do bairro (se vc tem filhos) ou continuar trabalhando apenas em instituições de ensino (se vc não os tem)? Como foi que vc se meteu nessa?

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A não-coisa mais mágica do mundo

O formato dos workshops com o Dominic são tão transformadores quanto o conteúdo em si. Ele começou o último que eu participei falando que todos os acordos eram negociáveis ali. Que o desafio de um curso como esse é não cristalizar papéis (professor x aluno, palestrante x plateia) ao mesmo tempo em que possa existir uma linha de apoio para aquela experiência. Um encontro vivo, mas não à deriva.

Onde está Dominic. A maneira de dar o curso já é um curso em si.

Onde está Dominic. A maneira de dar o curso já é um curso em si.

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